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20 de outubro de 2020
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História das importações brasileiras explica as burocracias do setor

Começou o momento ‘CrownShip também é cultura’ aqui no blog. Se precisamos conhecer o passado para compreender o presente e planejar o futuro, então pegue um café porque esse papo vai longe. Vamos falar sobre a história e evolução das importações brasileiras! Todas as curiosidades que nunca te contaram, desde as primeiras relações de comércio exterior entre as nações até os dados atualizados do setor, estão inclusas nesse resumão. Vem com a gente?

Tudo começou quando os portugueses chegaram ao Brasil e constataram que o novo mundo era recheado de riquezas. Como todos sabem, Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta à corte portuguesa informando tudo o que Pedro Álvares Cabral e sua expedição haviam encontrado no caminho para a Índias. Mas, esse é só o começo mesmo. Houve um hiato de mais de 300 anos até que o comércio exterior efetivamente acontecesse no Brasil.

Em 1808, quando D. João VI veio de Portugal e se instalou com a família em terras brasileiras, ele decretou a abertura dos portos. Com isso, seria possível vender produtos abundantes em nosso território, como açúcar, algodão e tabaco, e comprar mercadorias europeias.

A abertura dos portos brasileiros proporcionou o crescimento da economia, representando o primeiro passo para a emancipação do país. A chegada das indústrias ocorreu em 1844, quando o governo brasileiro extinguiu o Tratado Comercial com a Grã-Bretanha, aumentando o custo dos produtos importados.

 

– IMPORTANTE –

O decreto, chamado Carta Régia de abertura dos Portos Brasileiros às Nações Amigas e assinado em 28 de janeiro de 1808, impedia a comercialização do pau-brasil.

 

Desde então, as relações de comércio exterior foram se desenvolvendo, mas nem todas as notícias são boas. Saltamos para a década de 80, período complicado para a importação. No Brasil, havia um programa de proteção à indústria nacional que impedia a maioria das compras de produtos internacionais. Quem tentava importar se deparava com uma imensidão de formulários e autorizações, e a aprovação da compra era uma loteria. Além disso, o país possui uma das mais altas tarifas de importação do mundo!

A ideia do programa era aumentar a produção industrial de forma que não fosse necessário comprar nada no exterior. Mas, na prática, a teoria é diferente. Existem produtos e tecnologias que não são fabricados no Brasil, colocando o país em séria desvantagem comercial. Por isso era necessário promover a abertura do mercado. Mas, os importadores mais antigos reconhecem o gosto amargo desse período até hoje, nas burocracias e defasagem tecnológica.

Passamos para a década de 90, quando o Brasil implementou a abertura comercial com redução de tarifas de importação. Em 1991 foi criado o Mercosul, organização intergovernamental fundada para estabelecer livre comércio entre os países-membros, e a Organização Mundial do Comércio (OMC), organismo multilateral que regulamenta o comércio internacional. No ano seguinte, foi criado o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), a partir do Decreto 660. Mas, o Siscomex Importação foi implementado somente em 1997.

Década de ouro para a importação! E vale lembrar que o Siscomex foi pioneiro no mundo para o controle administrativo e aduaneiro das operações de comércio exterior, reunindo informações de todas as etapas das importações e exportações em um único sistema. A fiscalização é da Receita Federal do Brasil, Secretaria de Comércio Exterior e Banco Central.

Aqui, sim, os importadores experimentaram a verdadeira evolução do setor. De 1997 a 2012 o Siscomex funcionou off-line mas, em 2012, passou a funcionar online, facilitando ainda mais as compras internacionais. Em 2013, outra novidade: nasceu o Portal Único do Comércio Exterior, derivado do projeto de simplificação e reformulação das importações, exportações e movimentação aduaneira no Brasil.

 

AS IMPORTAÇÕES EM 2019

 

Atualmente, o Brasil é o 29º maior importador do mundo, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Lideram a lista dos produtos mais comprados lá fora os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (7,3%), os adubos ou fertilizantes químicos (5,1%) e produtos derivados da indústria de transformação (4,5%).

Os principais parceiros comerciais do Brasil para importações são a China (21% – US$ 35,3 bilhões), Estados Unidos (18% – US$ 30,1 bilhões) e Argentina (6,2% – US$ 10,6 bilhões). Em 2019, o país gastou US$ 229,1 bilhões com importação. Foi o terceiro melhor ano para o setor desde 2014.

 

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