Quer começar a importar mas não sabe por onde? Este é o passo-a-passo completo, do primeiro Radar até a mercadoria chegando no seu depósito.
Comprar do exterior costuma sair mais barato — quanto maior a quantidade, menor o custo — além de dar acesso a tecnologia de ponta que agrega valor ao que é produzido no Brasil. O processo envolve custos fixos, mas vale a pena quando a relação custo x benefício do produto é avaliada com cuidado, caso a caso.
Ponto de atenção
No Brasil, só pessoas jurídicas podem importar para fins empresariais — é necessário abrir uma empresa em qualquer regime tributário, inclusive MEI. Pessoas físicas só podem fazer importação informal, em pequena escala (como uma compra em e-commerce internacional).
1. Decisão — defina o que deseja importar, onde comprar e para qual finalidade, e escolha uma empresa de confiança para o transporte de ponta a ponta.
2. Radar — habilite sua empresa no Radar Siscomex (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros) — a permissão da Receita Federal para importar. Escolha a categoria conforme o valor semestral: expressa (até US$ 50 mil), limitada (até US$ 150 mil) ou ilimitada. Dependendo do setor, pode ser preciso registro em outros órgãos.
3. Fornecedor — a escolha do fornecedor é estratégica e exige cautela. Vale buscar referências na internet ou contratar uma consultoria especializada em sourcing.
4. Pedido — negocie preço, quantidade mínima, forma de pagamento e prazos. Preste atenção especial aos Incoterms (Termos Internacionais de Comércio), que definem direitos e obrigações de importador e exportador, e acerte o porto de embarque.
5. Frete — com a mercadoria pronta, contrate o frete internacional. O valor depende do tamanho, peso e espaço ocupado no modal escolhido (aéreo, marítimo ou terrestre), e a contratação pode ficar com você ou com o fornecedor, conforme negociado. Um agente de carga (freight forwarder) entra em cena aqui.
6. Chegada — com a mercadoria no porto ou aeroporto nacional, o despachante aduaneiro registra a declaração de importação na Receita Federal — contrate esse profissional com antecedência para não atrasar o planejamento.
7. Pagamentos — antes de receber a mercadoria, pague os impostos e despesas do processo. Depois do pagamento, emissão da Nota Fiscal de entrada, inspeções e liberação pela Receita Federal, o produto está nacionalizado.
8. Carregamento — o processo termina com o transporte (rodoviário ou ferroviário) até o depósito da sua empresa. Verifique se a transportadora integra todos os modais, do país de origem ao endereço de destino.
O processo de importação não é um bicho de sete cabeças, mas envolve vários profissionais e exige responsabilidade em cada etapa — erros geram custos adicionais e atrasam o planejamento.
Pronto para importar com quem cuida de ponta a ponta?
A CrownShip acompanha cada etapa da sua importação, do Radar à entrega no seu depósito.
