Pense na seguinte situação: você encontrou no mercado internacional uma peça capaz de dar um salto de qualidade ao seu produto. Negociou o menor frete possível para economizar, embarcou a mercadoria e já planejou o lançamento. O problema apareceu quando o lote chegou quebrado — e ninguém tinha contratado seguro.
Você é dono de uma empresa brasileira. Pesquisando na internet, encontrou no mercado internacional uma peça capaz de implementar novas funcionalidades ao produto que fabrica, tornando-o inédito no mercado nacional. Essa peça oferece grandes possibilidades de lucro para o seu negócio, tanto com a venda do produto atualizado quanto com publicidade. Você decidiu comprar, e em grande quantidade.
Como você não entende muito de importação, contratou um freight forwarder e recomendou expressamente: consiga os menores valores, economize em tudo o que puder e faça com que a peça chegue em poucos dias. A empresa, pensando em agradar o cliente, obedeceu — negociou um bom preço no frete marítimo, providenciou a documentação e embarcou a mercadoria.
Enquanto isso, você já tinha idealizado um grande lançamento do novo produto: gastou com publicidade e agendou o evento, tudo rápido para evitar que a concorrência roubasse a ideia. Só não contava com os problemas que enfrentaria quando a mercadoria chegasse ao Brasil.
As peças chegaram dentro do prazo, foram armazenadas, liberadas em sete dias e descarregadas na sede da empresa. Ao conferir o lote, você descobriu que a maioria das peças estava quebrada, impossibilitando o uso na confecção do produto. Furioso, entrou em contato com a empresa responsável pela logística e ouviu a seguinte resposta: “sentimos muito, mas a mercadoria não tem seguro — não podemos fazer nada.” Da pior maneira possível, você aprendeu que o barato pode sair muito caro.
Quando um importador pede para a empresa responsável pela logística “economizar em tudo o que puder”, o seguro internacional de carga costuma ser o primeiro item cortado. É comum que os importadores achem que sua mercadoria não corre risco — mas qualquer carga fica exposta a danos e avarias quando é transportada, não importa a distância ou o modal escolhido.
Ponto de atenção
O seguro é válido durante todo o período de transporte da carga, mas pode ser estendido também para o período de armazenamento no país de destino — a movimentação de cargas dentro dos armazéns também oferece riscos aos produtos.
No cenário do nosso exemplo, o seguro teria feito toda a diferença: o lançamento do produto certamente atrasaria, mas poderia ser reagendado, enquanto o seguro cobriria financeiramente os danos. Sem ele, a economia negociada no frete se perdeu — e muito mais. Não seja esse importador: seja consciente e nunca importe sem seguro.
Para contratar um seguro internacional de carga, o caminho é procurar um corretor especializado — se você não conhece nenhum, peça indicação. Na CrownShip, trabalhamos com corretoras reconhecidas no mercado, capazes de oferecer a segurança que você precisa com preço justo.
Vale lembrar que cada país tem normas específicas para importação e exportação. Pelas normas brasileiras, o seguro internacional de carga não é obrigatório na importação, exceto nas modalidades CIF (no modal aquaviário) e CIP (em qualquer modal) — nos demais casos, a decisão é do importador.
Existem diferentes tipos de cobertura, que devem ser escolhidos considerando fatores como o tipo de mercadoria e embalagem, se é perecível ou não, o destino da entrega e o período de cobertura, entre outros. Um profissional especializado indica a que mais se adequa às suas necessidades.
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